If you are a remote worker or freelancer planning to relocate your business or base to Portugal, the D8 Digital Nomad Visa (also known as the Remote Work Visa) is one of the most attractive legal pathways available. However, as with any strategic relocation plan, moving forward without fully understanding the requirements, timelines, and underlying tax and administrative implications can lead to delays or non-compliance.
This guide explains everything you need to know — from eligibility criteria and application steps to life after arrival — so you can make the move with confidence.
Why Portugal — and why the D8 Visa?
Portugal has secured its position as one of the top destinations for digital nomads thanks to its combination of high quality of life, solid remote-work infrastructure, access to the European Union’s Schengen Area, and a legal framework that welcomes non-EU citizens working remotely.
The D8 Visa was introduced at the end of 2022 as a residence visa specifically designed for remote workers or freelancers whose work is carried out outside Portugal (i.e., whose income source is foreign).
For many freelancers and digital professionals, this visa offers the opportunity to legally establish residence in Portugal, rather than relying on short-term tourist stays, while continuing their international work.
Key Eligibility Criteria
To apply for the D8 Digital Nomad Visa, you must meet several core requirements. While these are generally consistent across sources, you should always verify the most up-to-date official guidance.
1. Citizenship, Age, and Nationality
You must be at least 18 years old and a citizen of a country outside the European Union, European Economic Area, or Switzerland.
2. Remote Work, Freelancing, or Employment
our work must be performed remotely from Portugal, either as a freelancer or independent contractor, a service provider, or an employee of a foreign company (or serving clients abroad).
3. Minimum Income and Savings
Although figures may vary slightly depending on the source, requirements generally include:
- A minimum monthly income of approximately €3.280 a €3.480 (or four times the Portuguese minimum wage), derived from sources outside Portugal.
- In some cases, proof of savings or a bank balance equivalent to 12× the Portuguese minimum wage (around €9.840 or more).
- If you have dependents (spouse, children), the required amounts increase proportionally.
4. Proof of Accommodation
You must demonstrate that you have accommodation in Portugal, such as a lease agreement, rental contract, or hotel/Airbnb booking (typically for 6 to 12 months).
5. Health Insurance and Clean Criminal Record
You must hold valid health insurance covering your entire stay in Portugal and provide a clean criminal record certificate issued by your country of origin and/or residence.
6. Additional Documentation
You must hold a valid passport (usually valid for at least six months beyond the visa period), a Portuguese tax identification number (NIF), and in many cases, a Portuguese bank account.
Application Process: Step by Step
The process typically follows these stages. Always confirm current procedures with the nearest Portuguese consulate or embassy, as well as with Portugal’s immigration authority (formerly SEF, now AIMA).
Step 1: Gather Documentation (in Your Home Country)
- Valid passport
- Completed application form
- Proof of remote work / service contracts / employer letter
- Bank statements showing income and/or savings
- Proof of accommodation in Portugal
- Criminal record certificate (apostilled and/or translated, if required)
- Motivation letter explaining:why you wish to move to Portugal, your remote work model, and the intended duration of your stay
Step 2: Submit the National Visa (Type D) Application
You must apply for aResidence Visa for the Exercise of a Professional Activity Performed Remotely(classified as a national Type D visa).
An application fee applies, and processing times vary, typically taking several weeks.
Step 3: Travel to Portugal and Convert the Visa into a Residence Permit
Depois de emitido o visto, viajas para Portugal. Posteriormente, deverás solicitar à SEF/AIMA a autorização de residência.
Por exemplo, algumas fontes indicam que o visto inicial é válido por cerca de 4 meses, após o qual se requer uma autorização de residência de 2 anos.
Deverás marcar a tua entrevista, apresentar os originais e realizar a recolha de dados biométricos.
Passo 4: Manter o estatuto e renovar / prorrogar a residência
Depois de obteres a autorização de residência, poderás renová-la por períodos subsequentes (por exemplo, de 2 a 3 anos) e, após o tempo exigido, poderás ter direito a residência permanente ou cidadania (sujeito a outros critérios), de acordo com a lei portuguesa.
O que fazer depois de chegares a Portugal
Mudar-te com sucesso significa transformar a papelada numa base de vida sustentável. Eis os aspectos práticos principais:
Obter o NIF e abrir conta bancária
Necessitarás de um número de identificação fiscal português (NIF) para abrir conta bancária, arrendar, pagar serviços e integrares-te localmente. Muitos trabalhadores remotos tratam disto logo após a chegada.
Escolher onde viver
Portugal oferece diversas opções: Lisboa, Porto, Algarve, Madeira (onde existe até uma “aldeia digital” para nómadas). Deverás procurar: internet fiável, espaços de coworking, comunidade de empreendedores e alojamento compatível com o teu orçamento.
Compreender as implicações fiscais e de residência
Mesmo possuindo o visto D8, se permaneceres 183 dias ou mais por ano em Portugal ou estabeleceres aqui a tua “residência habitual”, poderás ser considerado residente fiscal português, ficando sujeito ao imposto sobre o rendimento mundial.
É importante planear antecipadamente com um consultor fiscal para alinhar o teu modelo de trabalho remoto, estrutura empresarial e residência fiscal.
Comunidade e logística
Participa em comunidades de trabalhadores remotos, espaços de coworking e eventos de networking.
Compreender o custo de vida local é essencial: o alojamento (em Lisboa/Porto) pode custar €600–€1 000+ por um apartamento de um quarto no centro, além de despesas de utilidades, transporte, etc.
Prós e Contras: o que deves ponderar
Vantagens
- Estrutura legal para viver e trabalhar remotamente em Portugal (não apenas estadias turísticas).
- Acesso ao estilo de vida português, viagens no espaço Schengen e custo de vida acessível face a outras capitais europeias.
- Crescente infra-estrutura para trabalho remoto, coworking e comunidade de nómadas digitais.
Desvantagens / Riscos
- Os rendimentos mínimos e exigências de poupança podem excluir alguns freelancers ou projectos em fase inicial.
- A mudança implica burocracia, obrigações contínuas (fiscais, de residência, bancárias, NIF).
- Tornar-te residente fiscal pode significar impostos mais elevados do que esperavas.
- Portugal tornou-se cada vez mais atractivo, o que pode aumentar custos de habitação e serviços.
- O modelo de trabalho remoto deve respeitar o requisito de fonte de rendimento estrangeira — se começares a trabalhar para clientes ou empregadores portugueses, poderás precisar de outro visto/permissão.
Dicas estratégicas antes de candidatares-te
- Realiza uma análise detalhada do teu modelo de rendimento: confirma que o teu trabalho é efectivamente remoto e proveniente de fora de Portugal; reúne contratos e extractos bancários recentes.
- Garante alojamento com antecedência (preferencialmente contrato de 12 meses) para apresentares como comprovativo.
- Abre conta bancária e obtém o NIF o quanto antes (antes ou logo após a chegada).
- Consulta um advogado local ou especialista em imigração (como a Prime Legal) para confirmar elegibilidade e assegurar que toda a documentação está correcta (muitas candidaturas falham por falta de tradução, apostilha ou comprovativos).
- Planeia a tua estratégia fiscal e de residência: pretendes permanecer menos de 183 dias para evitar residência fiscal no primeiro ano? ou tornar-te residente e planear impostos de acordo?
- Orçamenta realisticamente: apesar de Portugal ser acessível, considera despesas com habitação, transportes, coworking, seguros e impostos.
- Inclui familiares/dependentes: se vieres com cônjuge ou filhos, prepara documentação e fundos adicionais.
- Mantém flexibilidade: o mundo do trabalho remoto evolui; garante que a tua estrutura empresarial permanece conforme o visto e o regime fiscal.
Para freelancers e empreendedores remotos, o Visto D8 para Nómadas Digitais de Portugal representa uma via realista e atractiva para te estabeleceres na Europa mantendo o teu negócio internacional.
Mas mudar-te não é apenas trocar de cenário — é uma decisão estratégica que envolve imigração, negócios, fiscalidade e estilo de vida.
Na Prime Legal, somos especializados em ajudar profissionais como tu a navegar estas transições complexas — desde a elegibilidade ao visto, estruturação do negócio remoto, alinhamento fiscal e questões de residência.
Se estás pronto para explorar Portugal como a tua nova base de operações, ajudamos-te a planear cada passo com clareza e a reduzir riscos desnecessários.
Ao iniciares o processo com antecedência — e com o aconselhamento certo — garantes uma transição tranquila, conformidade legal e uma vida profissional remota em Portugal que apoia tanto o teu negócio como os teus objectivos pessoais.

